Granito Boneli

Com taxa Selic elevada, juros bancários sobem em novembro e atingem maior patamar em 8 anos

Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, os juros bancários médios no Brasil registraram, em novembro, o maior nível dos últimos oito anos, refletindo a pressão contínua do custo do crédito sobre empresas e consumidores. A manutenção da Selic nesse patamar, o mais alto desde 2006, foi definida pelo Banco Central do Brasil, por meio do Copom, como estratégia de combate à inflação e preservação da estabilidade econômica.

A Selic, que serve de referência para empréstimos, financiamentos e operações de crédito, influencia diretamente as taxas praticadas pelas instituições financeiras. Com o juro básico elevado e estável, os bancos tendem a repassar esse custo, resultando em elevação dos juros bancários, mesmo diante de variações pontuais em alguns segmentos, como o crédito para empresas.

Um dos destaques foi o cheque especial, cuja taxa passou de 139,1% ao ano em outubro para 141,7% ao ano em novembro, evidenciando o encarecimento do crédito para o consumidor.

Esse cenário de juros altos impacta diretamente o endividamento das famílias, o custo financeiro das empresas e pode ampliar os índices de inadimplência. O mercado acompanha com expectativa a possibilidade de, apenas a partir de 2026, haver um início de ciclo de redução das taxas básicas de juros.

Acesse a matéria completa:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/26/com-taxa-selic-elevada-juro-bancario-tem-novo-aumento-em-novembro-e-atinge-maior-patamar-em-8-anos.ghtml