O número de testamentos no Brasil cresceu 20,8% entre 2020 e 2025, evidenciando uma maior conscientização sobre a importância do planejamento sucessório. Com o testamento, o testador pode dispor de até 50% de seus bens, enquanto a outra metade deve ser destinada obrigatoriamente aos herdeiros necessários, como filhos, cônjuge ou pais. Na ausência de testamento, a herança segue a sucessão legítima, conforme o Código Civil, respeitando uma ordem específica de herdeiros. Além disso, o testamento pode ser feito de forma simples e acessível, inclusive pela internet, o que facilita sua formalização.
A doação em vida de bens, como imóveis, pode evitar a necessidade de inventário, mas deve observar a regra de que pelo menos 50% do patrimônio deve ser destinado aos herdeiros necessários. A doação pode ser vantajosa para evitar o aumento do valor do imposto de transmissão e minimizar disputas judiciais. O testamento, portanto, é uma ferramenta importante para organizar a sucessão de acordo com a vontade do falecido, garantindo maior segurança jurídica e evitando conflitos entre os familiares.