Os principais bancos brasileiros ampliaram significativamente as provisões para perdas com crédito no primeiro trimestre de 2026, em meio ao cenário de juros elevados e crescimento da inadimplência no país. Segundo levantamento divulgado pelo mercado financeiro, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander somaram cerca de R$ 44,8 bilhões em despesas relacionadas à cobertura de possíveis calotes, representando aumento expressivo em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O movimento reflete a maior cautela das instituições financeiras diante do aumento do risco de inadimplemento por parte de famílias e empresas, especialmente em operações de crédito mais sensíveis ao atual cenário econômico. A manutenção da taxa Selic em patamar elevado continua pressionando o custo dos financiamentos e reduzindo a capacidade de pagamento dos consumidores.
Além do cenário interno, fatores externos também contribuem para o aumento da preocupação do mercado financeiro, incluindo oscilações econômicas internacionais e perspectivas mais lentas de redução dos juros pelo Banco Central.
O aumento das provisões demonstra o fortalecimento das estratégias de proteção adotadas pelos bancos diante da elevação do risco de crédito, com impactos diretos nas políticas de concessão, renegociação e recuperação de dívidas no sistema financeiro.