A inadimplência no crédito rural brasileiro registrou um novo recorde histórico em janeiro de 2026, prolongando uma tendência de alta iniciada em 2025 e sinalizando desafios crescentes para produtores rurais enfrentarem dívidas com os bancos. Segundo dados oficiais do Banco Central, o índice de atrasos superiores a 90 dias no crédito rural para pessoas físicas chegou a 7,3% em janeiro, acima dos 6,5% observados em dezembro de 2025 e bem acima dos 2,7% de um ano atrás. Essa é a maior marca desde o início da série histórica em 2011.
O crescimento da inadimplência é impulsionado por juros elevados e margens financeiras apertadas, que aumentam o custo dos financiamentos e pressionam a capacidade de pagamento dos agricultores, mesmo em um cenário de safras robustas. Em operações com juros de mercado, a taxa de inadimplência sobe ainda mais, atingindo cerca de 13,5% no crédito rural para pessoas físicas — reflexo de maior custo e risco dessas linhas.
Especialistas afirmam que a retomada da saúde financeira no campo dependerá de queda substancial da taxa básica de juros e de melhores preços das commodities agrícolas, além de uma gestão financeira mais rígida e estratégias de comercialização. Enquanto isso, bancos seguem revisando critérios de concessão e exigindo garantias mais fortes dos produtores, o que pode limitar o acesso ao crédito e prolongar o cenário de inadimplência elevada.
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