O Banco Central divulgou as Estatísticas Monetárias e de Crédito de maio, destacando que o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$19,1 trilhões — o equivalente a 157,2% do PIB. O crescimento foi de 0,7% no mês e 12,2% em 12 meses, puxado por avanços nos títulos públicos de dívida (+10,9%), empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (+11,2%), títulos privados (+18,8%) e empréstimos externos (+9,9%).
Entre as empresas, o crédito ampliado soma R$6,7 trilhões (54,8% do PIB), com alta de 0,8% no mês e 13,7% em 12 meses. Já o crédito ampliado às famílias chegou a R$4,4 trilhões (36,4% do PIB), crescendo 0,5% em maio e 12,3% em 12 meses.
O estoque das operações de crédito do SFN atingiu R$6,7 trilhões em maio (+0,6% no mês), com R$2,5 trilhões destinados a empresas (+0,8%) e R$4,1 trilhões a pessoas físicas (+0,4%). O crédito livre soma R$3,8 trilhões, enquanto o crédito direcionado soma R$2,8 trilhões.
A taxa média de juros das concessões é de 31,5% a.a., com spread bancário de 20,2 p.p. A inadimplência total ficou em 3,5% — no crédito livre, 4,9%, sendo 3,1% para empresas e 6,1% para famílias.
Esses dados reforçam a importância do acompanhamento constante de indicadores econômicos por empresas que buscam crédito, renegociação ou planejamento financeiro sólido.
Para empresários, acompanhar essas variações é essencial para entender o custo real do crédito, renegociar condições, planejar expansão com segurança ou até antecipar necessidades de capital de giro. Com base nesses números, decisões estratégicas ganham mais previsibilidade, evitando surpresas que possam comprometer fluxo de caixa e novos investimentos.
Confira o boletim completo no site do Banco Central https://www.bcb.gov.br/ .